O artigo foi tirado do GlobalExchange.com, escrito por Christian Matsuy:
- Você trabalha com que?
- Sou Administrador de Rede.
- Hein?
- Trabalho com informática...
- Sério? Você é "hacker"
- "Hacker" Depende... O que é "hacker" pra você?
- São aqueles caras que invadem e ferram os computadores dos outros...
- Ah tá... Sou sim...
Parece piada não é? Mas não é não... Isso acontece direto comigo e com muitos que trabalham com informática.
Mas... Espera um pouco... Isso não está certo...
Você tem noção do que está falando? Sabe mesmo o que é um "hacker"? Pare agora e responda pra você mesmo o que é um "hacker"?
Resolvi escrever este artigo pois, nos dias de hoje, o termo "hacker" ganhou, graças a uma opinião pública predominantemente moldada pela mídia, uma conotação totalmente negativa, que pode nem sempre corresponder à realidade.
O sentido comum que damos a este termo (próprio do final do século XX) nos remete a um universo obscuro, onde impera aquilo que é ilegal, proibido, e onde supostamente encontramos grupos de indivíduos que se dedicam à estranha atividade de invadir a privacidade dos usuários de computador e empresas, cometerem furtos e provocar danos (em vários níveis) através de sistemas.
Este conceito distorcido da realidade levou o termo "hacker" a tornar-se uma denominação geral que reporta a todos os delinqüentes de informática, sem que se leve em conta quaisquer parâmetros de quais sejam os objetivos e as formas de atuação destes indivíduos. Desta forma, tende-se a generalizar os chamados "piratas cibernéticos" com a denominação "hacker", o que criou um clima desconfortável, publicado em vários sites na Internet em forma de protesto por aqueles que afirmam ser os verdadeiros "hackers".
Então, o que é um "Hacker"?
"Hacker" é uma palavra inglesa que não possui tradução exata para a língua portuguesa. O mais próximo que conseguimos chegar ao traduzi-la seria "fuçador" ou "aquele que aprende fuçando". O sentido da palavra é muito próximo a outro termo, "autodidata", mas não é exatamente isto, já que o "fuçador" vai bem mais longe que o autodidata, pois existe a curiosidade em descobrir como dominar tudo, buscando o conhecimento das falhas dos sistemas, depois como usá-las para burlar proteções, e depois como "consertá-las".
No mundo real qualquer um de nós pode ser considerado "hacker" em alguma coisa: Basta pensarmos naquilo que resolvemos por conta própria, quando somos "curiosos" e procuramos entender a origem do problema (até após a leitura de literaturas específicas) e vamos pelo método de tentativa e erro. Nós sabemos que a tentativa e erro é a forma mais demorada para se resolver problemas, mas sem dúvida é a melhor, pois nos leva a compreender processos "ocultos" que seriam desconhecidos ou não seriam ensinados em livros e nem mesmo por outras pessoas.
Portanto ninguém se torna um "hacker" de uma hora pra outra. Quando pensamos que no mundo real muitos deles nunca terão acesso a um computador soa estranho, não? Sim, e vai muito além disso. Talvez "hackers" apenas sejam assim.
"Hackers" são pessoas inquietas que não são facilmente convencidas por argumentos de autoridade sem valor técnico. São céticos sempre prontos a duvidar de qualquer coisa. A simples menção de que algo é impossível para um "hacker" é um poderoso convite para que ele tente fazê-lo.
Eles querem saber mais sobre tudo, mais ainda sobre informática, simplesmente pelo fato de saber... Para muitos, obter "iluminação pessoal". Na nossa sociedade atual construíram um mundo virtual em que a única coisa que faz diferença é sua confiabilidade e sua capacidade técnica.
Esqueça a imagem do "nerd" (ou "geek", termo muito usado em informática para denominar uma pessoa com talento e interesse por tecnologia e programação acima do normal) que você possa criar na sua mente.
É verdade, alguns "hackers" são geeks (como se isso fosse algo ruim), assim como alguns não-"hackers" também são, mas de um modo geral eles são pessoas comuns, que andam como você na rua, e que falam abertamente sobre seus assuntos e interesses (muitas vezes não percebendo que os demais não estão entendendo absolutamente nada).
A diferença é que, nesse mundo, o fato de ser um geek ou não simplesmente não importa, ao contrário da sociedade de costumes, onde essas coisas tendem a ser supervalorizadas.
Filosofia à parte, vou ser mais objetivo:
É simples: Como na matemática ou na física! Você pode decorar aquelas infinitas fórmulas e, se tiver uma boa memória, vai passar em qualquer exame final. Mas você pode também deduzir de onde aquelas fórmulas saíram e o que seus criadores pensaram para chegar até elas.
Talvez você não se saia tão bem nos exames finais, mas quem aprendeu mais? O que decorou ou o que compreendeu?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Hacker, Geek, Nerd... Hein?
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1 comentários:
Legal seu texto, mais hacker e um profissional em seguraça que encontra erros para explora-los,
Crackers sao os que invadem.
Entre muitos outros.
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